
Instituições financeiras já têm creditado R$ 390,8 milhões para a cafeicultura
Produtores, cooperativas, indústrias, beneficiadores e exportadores de café podem acessar os recursos autorizados pelo Funcafé
A Secretaria de Produção e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) divulgou a liberação de recursos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) de R$ 390,8 milhões.
O valor está creditado nas instituições financeiras para contratos das linhas destinadas aos financiamentos de custeio, estocagem, capital de giro para a indústria de torrefação de café e de café solúvel, financiamento para Aquisição do Café (FAC), recuperação de cafezais danificados, composição de dívidas e para operações de mercados futuros. O governo autorizará ainda o crédito de R$ 1,53 bilhão aos agentes financeiros de um total de R$ 1,95 bilhão previstos no Funcafé para financiar a cafeicultura.
Os interessados, como cafeicultores, cooperativas, indústrias torrefadoras de café, beneficiadores e exportadores, já podem solicitar financiamento nas seguintes instituições financeiras: ABC Brasil, Bicbanco, Bradesco, Banco do Brasil, Itaú, Votorantim, Cooperativa Central de Crédito de Minas Gerais (Crediminas), Cooperativas de Créditos da Região.
Fonte: MAPA
Café: clima deve continuar seco até fim do mês, prevê Somar
O clima deve continuar seco e ensolarado até o fim do mês nas regiões produtoras de café. Com isso, a colheita dos grãos deve avançar sem maiores transtornos climáticos, prevê a Somar Meteorologia. "Não há indicativos de ocorrência de novas formações de geadas para esse mês de julho", informa o agrometeorologista da Somar, Marco Antonio dos Santos.
Segundo a Somar, a colheita do café segue em ritmo mais lento este ano, por causa de chuvas fora de época. Estima-se que 45% dos cafezais de Minas Gerais, principal Estado produtor, já foram colhidos, em comparação com a média de 55% dos últimos anos. "Mas o grande problema não está sendo propriamente o atraso na colheita, mas a grande quantidade de grãos de café no chão. De acordo com estimativas, quase 25% dos grãos caíram no chão. Isso deprecia o produto e consequentemente diminui a oferta de cafés de qualidade no mercado", comenta dos Santos.
A Somar relata, ainda, a ocorrência de geada na sexta-feira passada (20) no município de Patrocínio (MG). A temperatura na madrugada chegou a 1,3 grau. Isso causou a queima localizada de cafezais. "Essa geada ficou restrita a uma pequena área. Não foi, portanto, em todo o município", informa. As perdas foram mínimas, sem reflexo para a produção estadual.
Fonte: Agência Estado
Geada já atinge algumas regiões produtoras de café em Minas Gerais,
e perdas continuam a castigar a colheita
A região cafeeira de Minas Gerais continua sofrendo com as perdas causadas pelas chuvas, e na última madrugada chegou a gear em alguns municípios, o que trouxe ainda mais preocupação aos produtores rurais.
De acordo com Victor Ângelo Ferreira, produtor da cidade de Nepomuceno, a região recebeu uma geada leve nesta madrugada, e a maior preocupação é que o acontecimento se repita . "A segunda geada é sempre mais forte", diz ele. O prejuízo na propriedade de Victor já chega a R$80,00 por saca.
O cenário das lavouras no sudeste brasileiro é caótico, e a maior parte dos grãos já são classificados como bebida Rio, cuja qualidade já é inferior. Além disso, o preço do café Rio corresponde a praticamente a metade do valor dos grãos de qualidade, além do rendimento ser menor. Há quem acredite que a demanda continuará existindo, ainda assim, mas as perdas são visíveis.
Além da geada dessa madrugada, as chuvas também continuaram durante a última semana nas regiões produtoras, e já há previsão de que a safra seja menor do que as projeções iniciais. A incerteza com relação a que tipo de produto será colhido também faz as exportações estacionarem, já que o produtor ainda não sabe o que terá em mãos para fechar os contratos de venda.
Segundo a Cooperativa dos Produtores de Café de Coopiumhi-MG, a última madrugada registrou temperaturas de 2,5 graus. As pastagens de baixada já foram impactadas, mas os prejuízos para o café só poderão ser medidos daqui a alguns dias.
Fonte: Notícias Agrícolas