
Ter sucesso sem ser feliz é possível?
Estimados Leitores amigos, estive pensando sobre a liderança amadora gostaria de tecer alguns comentários sobre ela. Em primeiro lugar vamos prover uma mudança de paradigmas.
No mundo corporativo é comum vermos as pessoas atribuindo valores e virtudes apenas a quem conseguiu obter sucesso financeiro, seria mesmo o sucesso financeiro o verdadeiro sucesso?
Para refletirmos sobre esse aspecto coloco uma passagem filosófica:
“Não meça o sucesso de alguém pela quantidade de dinheiro que essa pessoa possui, mas sim pela quantidade de felicidade que expressa e vive”
Acredito que esse é o verdadeiro caminho, os tempos estão mudando que a visão de que o sucesso de alguém é medido pela quantidade de seu dinheiro esta sendo modificada, percebe-se que muitas pessoas possuem condições financeiras e grandiosos prédios e lojas, mas em seu interior mora uma insatisfação imensa com sua condição de visa.
Mahatma Gandi dizia: “ Existem pessoas tão pobres, mas tão pobres que a única coisa que possuem é dinheiro”.
Essa é uma grande verdade e expressa como de fato é a natureza do sucesso. O sucesso não é tão ínfimo assim, ele constitui uma serie de situações que possuem seu real valor. Uma empresa que possui dinheiro mas os seus Recursos Humanos, as pessoas que a constituem são tristes é de certo uma empresa pobre. Não se engane, quanto mais a empresa precisa de consultorias motivacionais mais presente esta do insucesso, a motivação é o prazer de estar ali, não um tanque de um carro que quando se esvazia se chama um consultor para novamente enche-lo. Desta forma uma empresa bem sucedida não é aquela que em seu rol de colaboradores, e digo, essa é a melhor terminologia para seu empregados, ou prestadores de serviço, como muitos usam por ai, possuem e exalam felicidade, trabalham sem medo de punições. O sucesso esta em se querer por livre vontade estar lá, não por pressão de resultados, ou por esquemas para se atingir sucesso.
Quero citar aqui um Excelente texto de Roberto Shinyashiki:
“Uma empresa, quando administrada por pessoas que se comportam como “crianças brincando de casinha”, inevitavelmente será engolida pela concorrência. Ninguém mais está disposto a pagar pela incompetência alheia. Atualmente, a competição no mundo dos negócios esta tão acirrada, que se assemelha a uma guerra. E não se pode levar amadores para o campo de batalha.
Quando uma empresa abre espaço para amadores, é como se um vírus se infiltrasse na sua “corrente sanguínea”. Rapidamente, ele se alastra por diversos setores, produzindo efeitos letais. Atinge todos os escalões, provoca conflitos, estresse e improvisação. Diante dessa verdadeira “convulsão” do organismo empresarial, cada funcionário passa a querer resolver os problemas à sua maneira, mas os esforços se anulam por causa dos posicionamentos contraditórios.
Uma empresa de sucesso não é construída somente com sonhos, mas também por meio de indicadores, análises de custos, planejamento estratégico e pesquisa, para que as decisões não sejam tomadas com base em “achismos” e intuições.
É chegada a hora dos líderes campeões! Pessoas que tem grandes sonhos acompanhados por uma forte noção de liderança!”
Comentários:
É muito valioso e pertinente o texto de Roberto Shinyashiki, pois ele demonstra que uma empresa para que tenha crescimento depende de setorização e de estratégia, não de uma visão obsessiva do crescimento do concorrente, uma visão que sufoca os colaboradores exercendo pressão nos mesmo com frases do tipo: “ele esta nos passando...” ... “precisamos correr atrás”... “precisamos fazer contatos”...
Uma empresa com liderança realmente competente não precisa disso, muitos exageram ou não sabem entender a estratégia de observar o crescimento do concorrente e passam a viver a vida da concorrência, ficam obcecados vivendo um jogo de “estou na frente, estou atrás...” o tempo todo e transferem essa insegurança a equipe.
A liderança de fato não pode ser amadora, a liderança de fato não pode ser desfocada. Sempre insisto em dizer que não se deve e não se pode pensar que qualquer profissional que lidere em seu campo de negócios poderia liderar em outros pois não é somente de conhecimento que se faz o sucesso da liderança mas em um misto de recursos que estão disponíveis, dentre eles o talento certo para a coisa certa então um bom médico nem sempre poderá ser um bom administrador, se assim o fosse não precisaria de secretarias para administrarem sua agenda ou seus atendimentos, assim também o é o advogados, farmacêuticos, engenheiros e etc...
Hoje é muito comum andarmos pelos comércios e vermos empresários pegarem bons vendedores e darem a eles cargos de gerencia acreditando que o bom vendedor será um bom gerente, outro dia mesmo peguei um orçamento de uma loja e percebi que além de uma péssima caligrafia existia em um paragrafo de 5 linhas 4 erros ortográficos, esse é um grande deslize, pois alguns podem não se importarem com isso mas isso reflete o processo de valor da empresa a qual chamamos de capital intelectual, dessa forma um bom vendedor deve sempre estar atuando em seu campo, rendendo frutos, em um caso de que a empresa queira adaptar um plano de cargos e salários, um sistema de progresso para o colaborador, deveria então dar a ele uma função de supervisão em vendas, nunca de gerencia pois a gerencia é uma função de confrontamento de situações que exijam além da boa vontade conhecimento e estratégia, e isso não se adquire apenas por querer, se adquire através da soma de conhecimentos técnicos-científicos e acadêmicos somados a estudos de casos e aptidões.
Queridos amigos leitores vamos então refletir, uma empresa para que tenha sucesso não depende somente da contabilidade positiva, mas também de felicidade, se esse tempero falta a gestão esta falha... Deixemos de brincar de casinha na empresa, vamos em busca do sucesso e sucesso pressupõem ser feliz e transferir felicidade.