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EDUCAÇÃO

12/03/2010 - Atualizado em 12/03/2010 12h50

Escola em São João do Príncipe não consegue funcionar

Lideranças defenderam a escola e pediram providências da Prefeitura de Iúna

Moradores, professores e alunos estão revoltados com o descaso do prefeito de Iúna, Zé Ramos, e o Secretário de Educação, Gildo da Silveira, quanto a falta de servidores na Escola Municipal do Ensino Fundamental, Maria Barros Horsth, localizada na Comunidade de São do Príncipe, distante 50 quilometros de Iúna e 10 de Pequiá.

Segundo os moradores e alunos, o problema vem desde 2009, quando as autoridades foram comunicadas e nada foi feito, o que levou a uma paralisação até que os problemas sejam solucionados.

O ex-vereador José Elias participou da reunião na escola na última segunda-feira (01) e disse que já foi realizada uma reunião reivindicando cantineiras e professores, mas os problemas persistem. “Os moradores esperavam a presença de vereadores, secretários e representantes do Executivo para uma explicação sobre problema, mas ninguém compareceu, apesar de terem sidos comunicados através de ofícios”, reclamou.

Para a Presidente do Sindicato dos Servidores Públicos de Iúna, Luziana Peixoto, o que falta é uma colaboração das autoridades competentes e garantiu que estão requisitando o mínimo para o bom andamento dos trabalhos na escola. “A diretora e o conselho escolar reclamaram. O problema é simples: faltam funcionários. O pior é que o secretário de educação, o prefeito e os vereadores sabem do problema há quase um ano e nada foi feito. A situação está virando um caos e a população está revoltada”, indignou-se.

A diretora Christiane Horsth colocou o cargo à disposição por falta de apoio do município. “Os pais estão cobrando uma solução e está difícil continuar na direção da escola sem o apoio da prefeitura. Já alertamos sobre os problemas desde abril de 2009 e nada foi feito até então, não temos a quem recorrer, pois sem ter como trabalhar fica difícil, então prefiro voltar a ser professora e que coloquem outra pessoa que esteja disposta a encarar estes desafios, especialmente a falta de profissionais”, afirmou.

Comunidade escolar participou ativamente da reunião

São mais de 200 alunos que estão sendo esquecidos pelo governo municipal, como se São João do Príncipe só existisse na hora em que precisam dos votos. “Precisam olhar com mais carinho, estamos distante mais de 50 quilômetros de Iúna. Deveriam olhar por São João do Príncipe com mais atenção”, reclamou a diretora.

O Presidente do Conselho Escolar, Amós Horsth, também reclamou que as reivindicações já foram feitas. “Foi feito ofício às autoridades competentes e ninguém veio dar uma solução para as reivindicações. Os problemas na Escola Municipal do Ensino Fundamental Maria Barros Horsth parecem não ter solução”.

A Prefeitura de Iúna alegou que os concursados não querem trabalhar na localidade, mas que as medidas estão sendo tomadas para solucionar o problema o mais breve possível.

Antônio José - portalcaparao@gmail.com

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