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Audiência pública debate crise hídrica e plano de saneamento básico

11/12/2015 - Atualizado em 12/12/2015 09h28

MANHUAÇU (MG) – A Câmara Municipal de Manhuaçu foi palco para debate de dois importantes assuntos: o Plano de Saneamento Básico e a Crise Hídrica. Participaram das discussões representantes dos poderes Executivo e Legislativo, além de membros de entidades e a sociedade civil em geral.

O debate sobre o Plano Municipal de Saneamento Básico foi proposto pelo vereador Fernando Lacerda e o sobre o tema Crise Hídrica em Manhuaçu: Problemas e Soluções foi proposto pelo vereador Maurício Júnior.

MANIFESTAÇÕES

A primeira a fazer uso da palavra no plenário da Câmara foi a professora, zootecnista e membro da comissão do CBH Manhuaçu, Maria Aparecida Salles Franco. Segundo ela, a chuva tem periodicidade e deve ser tratada com consciência. “Há períodos em que a chuva é mais forte e outros em que ela vem com menos frequência. Devemos saber dosar e ter um uso mais racional da água”.

Em seguida, o representante da ONG Pró-Rio Manhuaçu, Roberto Luiz David, fez um alerta quanto a situação atual do rio que corta a cidade. “Um dos maiores incentivos para o nosso trabalho afrente da ONG foi o combate às enchentes. Encaminhamos projetos e estudamos uma melhor maneira de acabar com este mal que assolava muitas famílias manhuaçuenses. Hoje, temos receio de que não tenhamos mais água nem para beber. A situação é preocupante”, disse.

O presidente do Conselho das Associações de Moradores de Manhuaçu (COAMMA), Vasco Fernandes, representou as lideranças comunitárias de Manhuaçu e entregou um documento que contém as principais demandas de cada bairro da cidade. “Afrente desta entidade há algum tempo, temos conversado com diversas lideranças, sempre ouvindo o que eles têm para nos dizer. É perceptível a preocupação deles quanto a água. Por isso, elaboramos um documento que consta os principais problemas sofridos pelas pessoas em cada bairro. Espero que possa ser útil aos vereadores e demais órgãos responsáveis”, citou Vasco.

A vice-presidente do Comitê de Bacias Hidrográficas do Rio Manhuaçu (CBH Manhuaçu), Isaura Pereira da Paixão, explicou o trabalho da entidade e afirmou que tem se empenhado a resolver os problemas de toda a extensão do Rio Manhuaçu. “Somos responsáveis por muitos municípios e Manhuaçu é um deles. Sem dúvida, precisamos nos conscientizar quanto ao uso racional da água. Senão iremos nos lamentar num futuro próximo”, avaliou Isaura.

POLÊMICA

Um dos pontos importantes do debate foi o questionamento feito pelo funcionário do SAAE Manhuaçu há 21 anos, Nilton Cesar de Cristo. Mais uma vez presente ao plenário da Câmara, ele reafirmou que a crise hídrica sofrida em alguns momentos pelos manhuaçuenses é problema de gestão.

“Manhuaçu tem condições suficientes de levar água potável para todos os manhuaçuenses com qualidade, mesmo nos períodos mais secos. O que precisamos fazer é armazenar a água que pudermos tratar na parte da noite e na madrugada para poder distribuir às residências pela manhã. Isso é um problema antigo no nosso município e até hoje sem solução”, criticou Nilton.

Representando o SAAE Manhuaçu, Áureo Adriano da Silva, respondeu ao colega de trabalho e disse que o Plano de Saneamento Básico recém-criado contempla reservatórios. “Concordamos com a colocação do Nilton. Pensando nisso, incluímos uma expansão da nossa capacidade de armazenar água. Entendemos que isso é muito importante, mas precisamos de orçamento”, explicou Áureo.

PLANO DE SANEAMENTO BÁSICO

O professor e sociólogo, Eliéser Ribeiro, esteve no plenário da Câmara e falou sobre o Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB). Ele foi o coordenador de todo o trabalho, que envolveu ouviu os anseios da sociedade. “É muito importante discutir o PMSB, pois fica consolidado dentro da sociedade. É um plano que precisa ser executado. Inclusive, temos ações para serem implementadas já no início de 2016”, comentou Eliéser.

Nos 18 meses de construção do plano, o coordenador afirma que foram diagnosticadas todas as situações possíveis com relação á agua, esgoto, resíduos sólidos e drenagem. “Definimos diretrizes para estas quatro áreas, ou seja, o município tem informações suficientes e sabe o que vai precisar fazer nos próximos 20 anos para resolver estas questões”, afirmou o coordenador do PMSB.

Para Eliéser, os pontos mais importantes do plano foram a participação popular e o trabalho incansável do grupo de elaboração. “O povo participou ativamente da elaboração do PMSB. Isso nos deixa muito felizes, pois é para atender aos anseios deles que este documento foi feito. Além disso, cada palavra, vírgula e ponto que consta no plano foi minunciosamente corrigido por toda a equipe de trabalho. Entregamos um documento com a maior exatidão possível para a empresa que irá coloca-lo em prática”, finalizou Eliéser.

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