REALEZA (MANHUAÇU/MG) E IBATIBA (ES) - A BR-262 registra paralisações de caminhoneiros e carreteiros em dois locais na região em Realeza (no entroncamento com a BR-116) e em Ibatiba (ES). O principal motivo é a alta de preço no óleo diesel. Até o momento, o governo federal não sinalizou com resposta sobre as reivindicações dos caminhoneiros que fecham estradas em todo o país nesta segunda-feira, 21/05. A passagem é permitida para carros de passeio, ônibus, e veículos que transportam carga viva.
A paralisação em Realeza (distrito de Manhuaçu) somente foi iniciada nesta tarde, por volta de 14:30. O movimento havia feito uma carreata no dia 1º de maio entre a cidade e o distrito percorrendo a BR-262 como forma de protesto. Agora, aderiram ao movimento nacional. O bloqueio afeta a rodovia 262 e a BR-116 em Realeza, no entanto, ônibus, carros de passeio e veículos de serviços públicos passam normalmente.
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MOTIVOS
Para o presidente do Sinditac (Sindicato dos Transportadores) de Minas, Antônio Vander Silva Reis, que está acompanhando os protestos no estado, o que tem sido cobrado de combustível está inviabilizando o trabalho dos caminhoneiros. “O aumento é absurdo, tem lugar que o diesel, que custava cerca de R$ 2,70 há seis meses, está custando R$ 3,70 ou R$ 3,80. O preço está chegando aos R$ 4”, disse.
Segundo Antônio Vander, o impacto na atividade de quem trabalha com fretes é enorme, pois o preço pago pelos contratantes dos serviços não mudou. “Não tem mais condições de rodar. Hoje o combustível já está ultrapassando em 60% o valor do frete”, conta.
Se um motorista pega um serviço de transporte de mercadoria por R$ 1000, são R$ 600 destinados somente ao combustível. Na avaliação do sindicato, uma conta justa seria de três por um. Ou seja, se o gasto com o diesel for de R$ 600, o motorista deveria receber R$ 600 pelo serviço e mais R$ 600 pelo desgaste do veículo.
O movimento dos caminhoneiros em Minas Gerais começou por volta das 23h30 de domingo nas BRs já nas alturas de Barbacena, Matias Barbosa e Juatuba.
Na sexta-feira, a Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam) chamou os motoristas a participar de uma paralisação a partir das 6h desta segunda-feira. O principal motivo é a alta de preço no óleo diesel.
Os caminhoneiros pedem a retirada dos encargos tributários cobrados sobre o óleo diesel. Também querem a isenção da Contribuição sobre Domínio Econômico (Cide) sobre a venda do óleo diesel usado pelos transportadores autônomos.
IBATIBA
Já em Ibatiba (ES), mais de 1000 veículos, entre caminhões e carretas, estão parados às margens da BR 262. A manifestação que começou na manhã desta segunda-feira (21), segue por tempo indeterminado. A fila de veículos chega a cinco quilometros, aproximadamente.
"Está tudo parado. Vamos continuar o dia todo, a noite, amanhã. Se não houver uma mudança na Lei que foi taxado que o preço do combustível vai acompanhar o dólar, nós vamos permanecer por aqui, por tempo indeterminado. A legislação não pode nos prejudicar dessa forma", conta Antonio Carlos de Almeida, proprietário de uma empresa de transportes e um dos manifestantes.
Ainda segundo Antonio, os veículos de carga estão sendo proibidos de passar pelo trecho, ficando estacionados no acostamento da BR 262. A passagem é permitida para carros de passeio, ônibus, e veículos que transportam carga viva.
Carlos Henrique Cruz | Portal Caparaó / Edézio Peterle | Aqui Notícias

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