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Tribunal do Júri condena acusados de homicídio a 78 anos prisão

08/10/2021 - Atualizado em 08/10/2021 13h44

MANHUAÇU (MG) - O julgamento dos dois acusados de terem assassinado um jovem no Bairro Santa Terezinha e baleado duas amigas, que estavam no veículo junto com a vítima, durou horas. O Tribunal do Júri se reuniu nesta quinta-feira, 07/10, para julgar os envolvidos.

O crime aconteceu no dia 17 de agosto de 2020, na Rua São Mateus, no Bairro Santa Terezinha. O jovem identificado como Abraão Júnior Tavares, 24 anos, estava em um veículo Gol com duas adolescentes de 15 anos, quando foram surpreendidos pelos suspeitos. Eles fizeram a abordagem atirando. O jovem foi atingido por quatro tiros e morreu no local.  Amanda de Oliveira, 15 anos, não resistiu aos ferimentos e morreu horas depois no hospital. A amiga foi atingida de raspão.

Narra a denúncia feita pelo Ministério Público, que a investigação realizada pela equipe da Delegacia de Homicídios apurou que o crime aconteceu por motivo fútil: vingança por discussões anteriores envolvendo a vítima e os acusados.

As outras vítimas, Amanda e E. V. foram atingidas pelo simples fato de estarem na companhia de Abraão Júnior naquele momento e, eventualmente, poderiam figurar como testemunhas do crime, visando assim, ocultar a autoria do crime contra a vítima.

JULGAMENTO

Os acusados pelos crimes, Luan Moreira de Aguiar, 33 anos, e Marcos Balmant dos Reis, 22 anos foram submetidos a julgamento.  No banco dos réus, os acusados permaneceram em silêncio.

Foram horas de debate entre o Ministério Público, representado pelo Promotor de Justiça, Renan Cotta Coelho, e a defesa pelos advogados, Alessandro Cesar Roberto e Maurício de Oliveira Júnior.

O promotor sustentou a tese apresentada na denúncia de que o crime foi cometido por motivo fútil, recurso que gerou perigo comum e que dificultou a defesa da vítima. Ainda tentaram matar as duas jovens, com a finalidade de ocultar o homicídio do primeiro.

Ao final dos debates, o corpo de Jurados da comarca reconheceu a culpabilidade dos acusados, não reconheceu algum atenuante e acatou a tese defendida pelo Ministério Público.

O acusado Luan Moreira de Aguiar foi condenado a 78 anos de prisão pelos crimes e Marcos Balmant dos Reis condenado a 80 anos de prisão. Ambos por homicídio triplamente qualificado.

Após a leitura da sentença feita pelo juiz Dr. Marco Antônio Silva, os dois foram encaminhados ao presídio de Manhuaçu.

Eduardo Satil / Cidade Total

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