IPATINGA (MG) - Um homem de 35 anos é procurado pelo assassinato do mototaxista Oseias de Paula Alves, de 37 anos, crime praticado na noite desta quinta-feira (23). O homem morreu na sala da residência situada na rua Gralha, no Vale do Sol, alto do bairro Vila Celeste, em Ipatinga. O acusado de ser o autor do crime, Douglas Lopes do Prado, é procurado pela Polícia Militar.
Oseias de Paula era de Manhuaçu e estava morando em Ipatinga. A reportagem do jornal Diário do Aço apurou, no local do crime, que o assassino chegou em uma motocicleta e parou em frente ao portão de entrada da casa por volta das 17h30.
Ele aproveitou que o portão estava aberto para ir direto à sala onde encontrava-se a vítima brincando com duas crianças, um menino de seis meses de idade e o outro de cinco anos.
Na sala ainda estava uma mulher de 47 anos, que é amásia do mototaxista, e tentou impedir que Douglas cometesse o crime. Contudo, o acusado teria empurrado a mulher para o lado para disparar a arma de fogo contra Oseias. Após os disparos, Douglas fugiu na motocicleta sem ser localizado até o momento.
Oseias morreu sobre o sofá da sala, antes de receber qualquer socorro. O local foi periciado por um perito da Polícia Civil que constatou seis perfurações de entrada e saída de projéteis no corpo da vítima, ferimentos no tórax e braços.
O criminalista recolheu três projéteis na cena do crime. Em seguida, o corpo foi removido pela funerária Memorial - Vale do Aço para o Instituto Médico Legal (IML) de Ipatinga.
A princípio, segundo informações apuradas pela PM com os familiares dos envolvidos, o crime teria sido motivado pelo atual relacionamento de Oseias, que passou a conviver com a mulher que era casada com o pai de Douglas, homem que morreu há cerca de três meses. O filho deste homem não aceitava que a ex-madrasta se envolvesse com o mototaxista.
Os moradores da casa estavam todos revoltados com o crime. Citaram que houve risco de as crianças terem sido atingidas pelos tiros. A família ainda planejava, nesta noite, uma comemoração de aniversário. “A gente ia cantar parabéns para a minha avó no aniversário dela depois de irem (vítima e amásia) à igreja”, comentou uma jovem.
Wellington Fred / Diário do Aço

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