MANHUAÇU (MG) - Após apresentar um índice de 1,9% em outubro de 2021, o LIRAa (Levantamentos Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti) do mês de janeiro de 2022 trouxe uma surpresa nada agradável, tendo um aumento de 247,3%, com um índice de 6,6%, muito acima do que é recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Com este aumento, o município de Manhuaçu está inserido em um grau de alto risco para possíveis epidemias causadas pelo mosquito Aedes aegypti, como dengue, zika e chikungunya.
Em comparação ao janeiro de 2021, quando o índice ficou em 9,4%, houve uma queda de 42,7%, o que demonstra o bom trabalho da equipe de Agentes de Combate às Endemias, segundo, Emilce Estanislau Muniz, Coordenadora da Vigilância Ambiental, mas ressalta que a colaboração da população é fundamental. “Nós encontramos muitos focos em caixas d’água, lixo, vasos de plantas, bebedouros de animais e em recipientes de degelo das geladeiras. Por mais que nossos agentes façam a visita, deem orientações e por vezes fazem o descarte da larva do mosquito, é extremamente necessário a colaboração da população”.
Cuidados simples no dia-a-dia podem evitar que tenhamos uma epidemia dentro de uma pandemia alerta Emilce. “Nós já estamos com o sistema de saúde sobrecarregado por conta da Covid-19 e agora por causa de casos de síndrome gripal. Infelizmente já temos um caso de dengue confirmado em Manhuaçu e pelo fato dos sintomas serem bem parecidos, podem dificultar na hora do diagnóstico médico. As doenças causadas pelo Aedes são evitáveis, desde que cada um faça sua parte e não deixe o mosquito se proliferar”, completa.
SECOM Prefeitura de Manhuaçu

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