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Política

Ibrahim Abi-Ackel faz 100 anos

02/03/2026 - Atualizado em 02/03/2026 18h35

BELO HORIZONTE (MG) - Nesta segunda-feira, 02/03, o ex-vereador por Manhuaçu, ex-deputado estadual, ex-deputado federal por Minas Gerais e ex-ministro da Justiça - sob o governo do general João Figueiredo (1980-85) - Ibrahim Abi-Ackel, completa 100 anos de idade com vitalidade total.

Para comemorar, neste domingo, seu filho, deputado federal, Paulo Abi-Ackel, e sua esposa Janaína, receberam convidados no condomínio Vila Del Rey, em Nova Lima, como o presidente emérito da Academia Mineira de Letras, Rogério Faria Tavares; o acadêmico Amílcar Viana Martins Filho, os ex-governadores Aécio Neves e Eduardo Azeredo e o ex-presidente Michel Temer.

Paralelamente à carreira política, Dr. Ibrahim Abi-Ackel construiu uma trajetória de sucesso como jurista de reconhecimento nacional pelo notório saber, competência e seriedade. Graduado em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade Nacional de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e doutor em Direito Público, foi ministro da Justiça durante o governo de João Figueiredo (1980-1985) e Procurador de Belo Horizonte.

Amplamente reconhecido com um dos maiores oradores da história do Brasil, Abi-Ackel notabilizou-se desde o início da carreira como exímio advogado no tribunal do júri. Seu notável conhecimento jurídico, aliado ao raro dom da oratória logo o singularizou como uma das maiores autoridades em direito penal no país. Esse reconhecimento aumentou ainda mais quando, na década de 1980, na qualidade de Ministro da Justiça, promoveu ampla reforma e modernização da legislação penal e processual penal.

Pela sua atuação, Dr. Ibrahim Abi-Ackel recebeu inúmeras condecorações nacionais e de países estrangeiros. Pertence ao Instituto dos Advogados do Brasil, de Minas Gerais e de Brasília, ao Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e, em maio de 2022, tomou posse na cadeira nº 17 da Academia Mineira de Letras, como forma de reconhecimento à expressiva contribuição para a literatura jurídica brasileira. Em dezembro, ele também foi homenageado com a Medalha do Mérito Legislativo pelo Congresso Nacional.

Aliando o talento jurídico ao literário, é autor de mais de uma dezena de obras. São elas: Rui e o Civilismo (1959), O Código Tributário em Face da Constituição (1960), A Imunidade Tributária das Autarquias Federais (1961), A Questão do Iate Golfe Clube de Minas Gerais (1961), Poder Exercido por Particular em Bem Público Dominial (1961), O Tombamento da Serra do Curral (1962), Bernardo Pereira de Vasconcelos e Seu Tempo (1980), A Questão da Violência e da Criminalidade (1981), As Diretrizes Básicas da Reforma Eleitoral (1981), Criminalidade e Violência (1981), Reforma Penal (1981), Projetos de Reforma Penal (1983) e A História de Minas Revisitada (1985).

Carlos Henrique Cruz – Portal Caparaó

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