MANHUAÇU (MG) - A ex-prefeita de Manhuaçu Cici Magalhães relatou, em entrevista ao programa ProsaCast, da ACM TV, a luta contra um câncer raro na cabeça, as cirurgias enfrentadas e o processo de recuperação após meses de tratamento. Durante a conversa com Ronaldo Martinho, ela também falou sobre política, afirmou que não pretende disputar novas eleições e destacou o trabalho do irmão, o deputado estadual João Magalhães.
Cici contou que os primeiros sintomas apareceram em 2020, durante a pandemia, quando passou a sentir dores lombares e dificuldade para andar. O quadro se agravou até que ela precisou ser levada para Belo Horizonte, onde foi submetida a cirurgia. “Quando eu recebi a notícia, você acha que vai morrer no outro dia. Não é fácil, mas quem me conhece sabe da minha fé e da minha força”, afirmou.
Inicialmente, os médicos suspeitaram de um meningioma, mas o resultado da biópsia confirmou um câncer raro na região da cabeça, atrás do ouvido esquerdo.
TRATAMENTO
Ao longo da entrevista, Cici relatou que passou por cirurgia, radioterapia e precisou enfrentar uma nova operação após o reaparecimento de uma formação na mesma região. Ela também contou que teve complicações no pós-operatório, como acúmulo de líquido no local da cirurgia. “Tudo que podia dar errado na cirurgia deu”, disse.
Segundo ela, o tratamento exigiu diversas internações e procedimentos médicos, incluindo punções e a colocação de um dreno para conter o inchaço no pescoço. “Eu vi muitas pessoas indo a óbito ali no hospital. Teve dia que eu pensei: ‘Será que eu vou sair daqui?’ Mas fui forte e o tempo todo implorando a misericórdia de Deus”, relatou.
Apesar das dificuldades, ela afirmou que concluiu o tratamento recentemente e agora segue apenas em acompanhamento médico. “Venci o tratamento no mês passado. Foi mais uma superação”, disse.
APOIO DA FAMÍLIA
Cici destacou que o apoio da família foi fundamental durante o tratamento. Segundo ela, o marido, os filhos, irmãos e outras pessoas próximas estiveram presentes durante todo o processo. “A família é o essencial. Na hora que o negócio aperta, você conta é com eles”, afirmou.
Ela contou que recebeu apoio constante do irmão, o deputado estadual João Magalhães, que esteve presente em vários momentos do tratamento. “Para você ter uma ideia, todas as vezes que eu fiquei em Belo Horizonte operando ou fazendo tratamento, não teve um dia que o João não foi me ver. Nem que fosse para entrar no quarto, sentar cinco minutos e perguntar: ‘Você está precisando de alguma coisa?’”, relatou.
Durante a entrevista, Cici também comentou a trajetória política da família e destacou a atuação do irmão como deputado estadual. Segundo ela, João Magalhães mantém uma atuação intensa junto aos municípios da região e trabalha diariamente para levar recursos para cidades do interior. “O mais difícil da política não é ganhar uma eleição, é se manter nela. E ele trabalha de verdade, ele corre atrás”, afirmou.
Ela destacou ainda o papel do deputado como articulador político e a atuação dele na Assembleia Legislativa. “Hoje, como líder do governo, ele consegue muito recurso para os municípios e ajuda muito a melhorar a qualidade de vida das pessoas que acreditam nele”, disse.
Cici também ressaltou que a conquista de votos exige trabalho permanente junto à população. “Voto é conquistado no dia a dia. A pessoa tem que ter um motivo para sair de casa e votar em você”, afirmou.
Ao refletir sobre a doença, Cici disse que a experiência trouxe mudanças na forma de enxergar a vida e reforçou a importância da fé. “Eu entrava para cirurgia rezando o terço da misericórdia. Colocava a máscara da radioterapia rezando também”, contou.
Segundo ela, a experiência também reforçou a importância de tratar bem as pessoas. “A gente tem que aproveitar cada minuto que tem aqui, principalmente para fazer o bem. O trabalho é o mesmo de tratar bem ou tratar mal, então por que não tratar bem?”, disse.
FUTURO POLÍTICO
Questionada sobre a possibilidade de disputar novas eleições, Cici afirmou que não pretende voltar a ser candidata. “Eu não quero mais me candidatar. Hoje eu não vejo condição nem física e emocional para isso”, afirmou.
Apesar disso, ela disse que continuará participando das articulações políticas e ajudando o grupo do qual faz parte. “Nós temos um grupo político e eu não posso simplesmente deixar esse grupo órfão. Dentro desse grupo vai surgir um nome para disputar as próximas eleições”, afirmou.
Segundo Cici, a prioridade agora é cuidar da saúde e aproveitar mais tempo com a família. “Hoje eu quero curtir mais meus filhos, minha neta e a minha casa. Lugar melhor que a casa da gente não tem”, concluiu.

.png)