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PC prende autor de homicídio brutal em Luisburgo; defesa se manifesta

10/04/2026 - Atualizado em 10/04/2026 20h19

LUISBURGO / MANHUAÇU (MG) - A Polícia Civil de Minas Gerais prendeu, nesta sexta-feira (10/04), um homem investigado por um homicídio qualificado ocorrido na terça-feira dia 07/04/2026 na zona rural de Luisburgo, na região do Córrego Gameleira.

O crime foi registrado na manhã do dia 7 de abril. Segundo as investigações, o suspeito, vizinho da vítima, efetuou um disparo de arma de fogo pelas costas após uma discussão e, em seguida, desferiu diversos golpes com pedra, causando a morte no local.

De acordo com a apuração conduzida pela equipe de homicídios da Delegacia Regional de Polícia Civil de Manhuaçu, autor e vítima mantinham um histórico de desentendimentos relacionados à divisa de propriedades rurais e ao uso de uma estrada de acesso comum. No dia anterior ao crime, inclusive, as partes haviam participado de audiência judicial sobre o conflito.

As investigações apontam que, no momento dos fatos, houve nova discussão entre os envolvidos, que evoluiu para agressões. Testemunhas relataram ter ouvido disparo de arma de fogo e golpes, além de indicarem que o suspeito teria confessado o crime logo após a ação. O autor, ao ser preso, confessou o crime e confirmou a motivação das disputas de terra.

Um dos elementos que reforçam a autoria é um vídeo registrado pela própria vítima e encontrado pela equipe da delegacia de homicídios de Manhuaçu, por meio de aparelho celular, que captou a discussão e as agressões realizadas de forma brutal. O material foi apreendido e analisado pela perícia, corroborando as demais provas reunidas no inquérito.

Durante a prisão, também foi apreendida a arma de fogo utilizada no crime, que será submetida a exames periciais.

A Polícia Civil agiu rápido, sendo que a perícia e a equipe de homicídios compareceram ao local já colhendo todas as provas, trocando informações com policiais militares e tomando os depoimentos, sendo que a prisão cautelar já foi representada na manhã do dia seguinte ao crime, sendo manifestado de forma célere pelo Ministério Público e Poder Judiciário, fato que foi celebrado pelo Dr. Almir Fraga Lugon, Delegado Regional de Polícia Civil de Manhuaçu que agora também está a frente da Delegacia de Homicídios de Manhuaçu, ressaltando que a parceria entre Polícia Militar (a qual também compartilhou todas as informações colhidas), Polícia Civil, Ministério Público e Judiciário foi imprescindível para conseguirem apresentarem uma resposta à sociedade de forma tão célere, em apenas 3 dias após o homicídio.

Dr. Almir ressaltou o empenho de toda sua equipe na condução célere das investigações (peritos, investigadores, escrivães e medico legistas) e do apoio de todas as citadas instituições, ressaltando que tentarão estar presentes em todos os locais de homicídios na região de Manhuaçu para apresentarem uma resposta rápida para a sociedade e se continuarem tendo toda esta celeridade e suporte e parceria das demais instituições, conseguirão apresentar as respostas rápidas e garantir a paz social almejada por todos e que a Polícia Civil está na busca incessante.

O suspeito foi encaminhado ao sistema prisional e permanece à disposição da Justiça.

DEFESA SE MANIFESTA

De acordo com o advogado Getúlio Vargas de Lacerda, é importante ressaltar que o acusado do homicídio decidiu se apresentar espontaneamente às autoridades após o crime registrado na última terça-feira (7), no Córrego Gameleira.

Segundo o defensor, o investigado compareceu à delegacia de forma voluntária e colaborou com as investigações. “Ele se apresentou na data de hoje, está arrependido dos fatos e disposto a colaborar com a Justiça, apresentando sua versão sobre o ocorrido”, afirmou.

Ainda conforme o advogado, a arma de fogo utilizada no crime também foi entregue às autoridades.

Dr. Getúlio Lacerda destacou que o suspeito deverá responder ao processo judicial e exercer o direito à ampla defesa. “Ele vai se defender dentro do processo legal, com respeito ao contraditório e às garantias previstas na legislação”, disse.

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