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Matemática: Professora Erika Dagnoni começa intercâmbio técnico e cultural na China

03/05/2026 - Atualizado em 03/05/2026 08h32

REDAÇÃO - A professora de Manhuaçu, Érika Dagnoni Ruggiero Dutra, começa neste domingo, 03/05, um intercâmbio técnico e cultural em Xangai, na China, com visitas a escolas e universidades consideradas referência mundial no ensino de matemática.  

Ela conquistou a medalha de ouro na Olimpíada Brasileira dos Professores de Matemática do Ensino Médico (OPMBr), em 2025 e entrou no ranking dos 20 melhores professores de Matemática do Brasil. A Olimpíada é voltada a reconhecer práticas pedagógicas inovadoras no país.

A viagem reuniu os 20 medalhistas de ouro e inclui uma imersão de 15 dias em instituições de ensino, universidades e centros de inovação ligadas ao Centro de Educação para Professores da Unesco.

TRAJETÓRIA

A professora Erika Dagnoni Ruggiero Dutra construiu sua trajetória mostrando que a Matemática pode ganhar significado quando é ensinada com propósito, diálogo e conexão com o cotidiano. Formada inicialmente em Engenharia de Alimentos pela Universidade Federal de Viçosa, em Minas Gerais, ela encontrou, durante sua jornada acadêmica, o prazer por ensinar. Ao atuar como monitora na universidade, foi descobrindo, aos poucos, sua vocação para a sala de aula.

Após concluir o curso superior em Viçosa, Erika mudou-se para Manhuaçu, onde iniciou sua carreira docente, em 2001, lecionando Física em uma escola particular. A paixão pelo ensino foi imediata e, nesse ambiente, surgiu a oportunidade de iniciar a carreira como professora de Matemática. “Na época, surgiu a possibilidade de pegar algumas aulas de matemática e eu me apaixonei. Decidi, então, que seguiria por este caminho e ingressei em um curso de Licenciatura em Matemática, que conclui em 2006”, conta.

O amor pela matemática fez com que Erika decidisse dar continuidade à vida acadêmica e, em 2020, concluiu um Mestrado em Matemática pela Universidade Federal de Ouro Preto, em Minas Gerais. Atualmente, Erika é Mestre em Matemática e leciona a disciplina para o ensino médio no Colégio América, em Manhuaçu.

Em sala de aula, Erika aposta na interdisciplinaridade como estratégia central de ensino. Trabalha em parceria com professores de Física, Química e Biologia para mostrar aos alunos que a Matemática dialoga com todas as áreas do conhecimento. Jogos, desafios, competições, feiras científicas e atividades voltadas para o vestibular fazem parte da sua metodologia interativa, pensada para despertar o interesse e a motivação dos estudantes.

“Procuro mostrar que a Matemática não é apenas cálculo mecânico, mas algo presente o tempo todo na nossa rotina. Mais do que formar alunos bons em provas, meu objetivo é desenvolver nos estudantes o raciocínio lógico e a autonomia intelectual, habilidades que vão auxiliá-los em qualquer escolha profissional”, garante.

Para Erika, desmistificar a Matemática como uma disciplina complicada é parte essencial do seu trabalho. “Acredito e procuro mostrar que todos podem aprender matemática, independentemente da afinidade com a área de exatas”, disse. Prova disso são os resultados obtidos pelos alunos da professora focados em outras áreas que, nas últimas edições do Enem, têm se saído muito bem em matemática. “Muitos alunos que se identificam mais com a área de humanas frequentemente alcançam ótimo desempenho em Matemática no Enem, comprovando que estão bem preparados em todas as áreas de conhecimento”, diz.

Carlos Henrique Cruz / Com informações do Ministério da Educação

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