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Política

Câmara de Manhuaçu aprova projetos que destacam eventos sociais e culturais

25/08/2025 - Atualizado em 25/08/2025 17h09

MANHUAÇU (MG) - A Câmara Municipal aprovou três projetos que focam a cultura e eventos nos segmentos social e esportivo de Manhuaçu. As propostas de lei foram aprovadas em sessão ordinária realizada na noite desta quinta-feira (21/08).

O projeto de lei 68/2025, de autoria de Rose Mary e Clóvis Pires, institui o programa “Amar é um Direito” em Manhuaçu. A proposição autoriza o poder executivo a organizar, custear e realizar cerimônias de casamento civil coletivo para casais em situação de vulnerabilidade social no município. Os casais deverão atender a pelo menos um dos seguintes critérios: estar inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico); ser beneficiário de programas sociais dos governos federal, estadual ou municipal; ou comprovar renda mensal de até 01 (um) salário mínimo por nubente.

O programa “Amar é um Direito” será realizado anualmente, em local e horário definidos, preferencialmente, pela Secretaria Municipal de Assistência Social. O projeto busca se inserir como medida de inclusão social e cidadania, voltado à formalização de uniões estáveis de casais que não têm acesso aos meios legais e burocráticos para celebrar o casamento civil. Rose Mary ressaltou que a ideia é ajudar pessoas que não têm condições de realizar seus próprios casamentos.

Capoeira

A proposição 69/2025, de Cléber Benfica, dispõe sobre a inserção do evento de promoção à capoeira no calendário oficial de eventos de Manhuaçu, a ser realizado todos os anos no mês de novembro. O projeto busca fortalecer políticas públicas voltadas à cultura e ao esporte, promover a inclusão social, contribuir para o turismo local, movimentando a economia e atraindo visitantes, mestres e praticantes de diversas regiões, e preservar a identidade cultural.

No momento da apreciação do documento, Benfica chamou à frente do plenário o Mestre Marcelinho, a Professora Guerreira e Valeriana Soares Gomes, que representou as mães dos alunos de capoeira. Após entoar uma cantiga típica do esporte junto com a plateia de alunos de capoeira presentes na sessão, Mestre Marcelinho falou sobre a importância da expressão cultural brasileira e afirmou que, em Manhuaçu hoje, acontece um dos melhores trabalhos de capoeira do Brasil. Valeriana Soares Gomes abordou a importância da atividade para o desenvolvimento das crianças.

De autoria do vereador Clóvis Pires, o projeto 70/2025 institui no calendário oficial do município o Encontro dos Soledadenses – Festa da Lamparina, a ser realizado anualmente em setembro. O evento procura preservar a memória, as tradições e a cultura da comunidade de Soledade. Durante o encontro, são realizadas apresentações artísticas e musicais, atividades esportivas, o concurso das lamparinas e a partilha de alimentos.

De acordo com a justificativa do projeto, o evento dinamiza a economia local ao movimentar setores como alimentação, comércio e serviços. O Encontro dos Soledadenses é reconhecido também por estimular a participação de jovens, adultos e idosos, o que marca a transmissão de saberes e tradições para as novas gerações.

Projetos de decreto

Durante a reunião desta quinta-feira, foram aprovados também seis projetos de decreto legislativo. Eles concedem homenagens a personalidades de Manhuaçu. O diploma de Honra ao Mérito será concedido a Vicentina Paiva Dutra, a José Pena Belonato e à Famáquinas – Fabricação e Manutenção de Máquinas para Café. Receberão o título de Cidadania Honorária Luciana Otoni da Silva, Norma Lúcia de Souza e o pastor Bruno Henrique Mota.

Visita da APAE

O presidente da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), Charbel Felipe Silva falou sobre a Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla, celebrada de 21 a 28 de agosto e cujo propósito é buscar aceitação social e a inclusão dos assistidos. Ele veio acompanhado de Denoel Luiz Bonifácio, que pediu o fim de qualquer preconceito e de mais oportunidades por parte da sociedade.

Irmã de Bonifácio, Edinéia Luiza Bonifácio abordou a importância de se garantir a acessibilidade e a inclusão no município. Cristina Maria Lobato leu uma carta em nome das mães de deficientes. O texto reivindicava melhor estrutura nas escolas, um transporte público adaptado e lazer na cidade.

A presidente do legislativo, Rose Mary, agradeceu a presença dos representantes da Apae e, como ex-professora na associação, descreveu a Apae como um “local em que a gente aprende a amar”. Os vereadores aproveitaram para parabenizar o trabalho prestado pela instituição a toda sociedade.

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