MANHUAÇU (MG) - A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) confirmou ao Portal Caparaó que Manhuaçu registrou o primeiro caso confirmado de mpox em 2026. É 17º no estado, até a tarde desta quinta-feira, 19/03.
Em nota ao Portal Caparaó, a SES-MG informa que todos os casos são de pessoas do sexo masculino, com idades entre 25 e 56 anos. Não foi detalhada a idade da pessoa de Manhuaçu.
Além da cidade, há 1 caso confirmado em Formiga e Ribeirão das Neves (cada); três em Contagem e onze em Belo Horizonte.
No Brasil, já são 140 casos confirmados da doença neste ano, segundo o Ministério da Saúde. A maior concentração está em São Paulo, com 93 registros desde janeiro. Em seguida aparecem Rio de Janeiro (18), Minas Gerais (11), Roraima (11), Rio Grande do Norte (3), Rio Grande do Sul (3), Santa Catarina (3), Paraná (2), Pará (1), Amapá (1), Ceará (1), Distrito Federal (1) e Sergipe (1).
Em 2025, o país registrou 1.079 casos e duas mortes pela doença.
PREVENÇÃO
A SES-MG reiterou que mantém monitoramento permanente do cenário epidemiológico e reforça a importância de buscar informações confiáveis e adotar medidas preventivas.
Os principais sinais e sintomas incluem lesões na pele, inchaço dos gânglios linfáticos, febre, dor de cabeça, dores no corpo, calafrios e fraqueza. Ao apresentar sintomas, a orientação é procurar uma Unidade Básica de Saúde para avaliação clínica e informar eventual contato com caso suspeito ou confirmado.
A transmissão ocorre principalmente por contato direto com lesões de pele, fluidos corporais e materiais contaminados. Para prevenção, recomenda-se evitar contato com pessoas com suspeita ou confirmação da doença. Durante a assistência a pacientes, devem ser utilizados equipamentos de proteção individual, conforme protocolo estabelecido.
Pessoas com suspeita ou confirmação devem permanecer em isolamento até o término do período de transmissibilidade e evitar o compartilhamento de objetos de uso pessoal, como toalhas, roupas, lençóis e talheres. Também é fundamental reforçar a higiene das mãos com água e sabão ou álcool em gel.
O tratamento consiste em suporte clínico para alívio dos sintomas e prevenção de complicações. A maioria dos casos apresenta evolução leve ou moderada. Até o momento, não há tratamento antiviral específico para a doença.
Jailton Pereira / Portal Caparaó

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