IPATINGA (MG) - O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Ipatinga, em ação conjunta com as polícias Civil e Militar, deflagrou na manhã desta terça-feira (28) a Operação K9, com o cumprimento de 47 mandados de busca e apreensão e 10 de prisão em Minas Gerais e em outros quatro estados.
A operação ocorreu em cidades do Vale do Aço, além de municípios nos estados do Pará, Bahia, Pernambuco e Piauí. A ação tem como alvo uma ramificação da organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), investigada por tráfico de drogas e outros crimes.
Segundo o Gaeco, as investigações começaram há cerca de um ano e identificaram um grupo responsável por trazer grandes quantidades de entorpecentes do Mato Grosso do Sul para o Vale do Aço e outras regiões de Minas Gerais.
Com o uso de técnicas de inteligência e ações controladas, os investigadores conseguiram mapear toda a estrutura da organização, desde a base até a liderança, além de individualizar a participação de cada integrante. Antes da operação, já haviam sido realizadas prisões em flagrante e apreensões de drogas, armas, veículos e dinheiro.
Além das prisões e buscas, a Justiça autorizou o bloqueio de contas bancárias dos investigados e de empresas de fachada utilizadas para lavagem de dinheiro.
O Gaeco informou ainda que irá pedir o confisco de bens adquiridos com recursos do tráfico, como imóveis e veículos de luxo, para que sejam revertidos ao Estado.
ESTRUTURA
O nome “K9” faz referência ao apelido dado pelo PCC ao principal alvo da investigação.
A operação contou com a participação de quatro promotores de Justiça e 156 policiais civis e militares. Também houve apoio de equipes com cães farejadores e do helicóptero Pegasus da Polícia Militar, além da colaboração de unidades do Gaeco em outros estados.
Os investigados poderão responder por crimes como homicídio, tráfico de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Somadas, as penas máximas podem chegar a 73 anos de prisão.
Portal Caparaó

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