ALTO CAPARAÓ (MG) - Representantes do movimento Unidos pelo Caparaó – Salve o Parque Nacional do Caparaó participaram da primeira reunião de 2026 do Conselho Consultivo da unidade, após um ano do início da mobilização. O encontro foi realizado a convite da nova gerente da unidade de conservação, Adriana Carvalho, e contou com a presença de integrantes da cúpula do ICMBio no Sudeste.
O movimento surgiu dentro do Conselho Consultivo, por meio da Câmara Temática de Uso Público, com o objetivo de chamar a atenção para questões ambientais, estruturais e de gestão do parque, considerado um dos principais patrimônios naturais e turísticos da região.
Durante a reunião, foram discutidos pontos do Manifesto do Caparaó, documento elaborado pelo grupo para apresentar demandas e preocupações da população do entorno da unidade.
Entre os temas tratados estiveram o Projeto G7, que prevê a utilização de recursos de compensação do desastre de Brumadinho destinados aos sete parques nacionais de Minas Gerais, incluindo o Caparaó; a situação da base Pedra Roxa; o andamento do Projeto 7 Cumes; e a implementação do plano de ação do Conselho Consultivo.
O encontro começou com a apresentação dos conselheiros e visitantes à nova gerente. Também participaram o gerente do ICMBio para o Sudeste, Breno; o gerente dos parques nacionais em Minas Gerais, Frederico; e o consultor responsável pelo projeto de ação relacionado às demandas do Manifesto, Cristopher, que já atuou como servidor no Parque Nacional do Caparaó.
Segundo integrantes do movimento, houve demonstração de interesse por parte da gestão do ICMBio em avançar nas pautas apresentadas, com abertura para parcerias e diálogo com a sociedade civil. Representantes do instituto afirmaram que o Caparaó tem sido prioridade após a repercussão do Manifesto.
Um dos participantes, Ronald Gripp, conta que o grupo avaliou que a mobilização popular foi fundamental para garantir espaço de escuta junto ao órgão gestor da unidade de conservação. O grupo defende que o fortalecimento do senso de pertencimento e a atuação conjunta entre poder público e comunidade são caminhos para enfrentar os desafios relacionados à preservação ambiental e ao uso público do parque.
O movimento informou que seguirá acompanhando os encaminhamentos discutidos e reforçou a importância da participação da sociedade na defesa do Parque Nacional do Caparaó.
Carlos Henrique Cruz | Portal Caparaó

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