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Política

Comunicação e deficiência é tema de oficina do Parlamento Jovem

23/06/2026 - Atualizado em 23/06/2026 09h11

MANHUAÇU (MG) - Os estudantes do Parlamento Jovem (PJ) Manhuaçu participaram de uma oficina ministrada por duas profissionais com lugar de fala. A terapeuta infantil Jeane Rodrigues e a neuropsicopedagoga e intérprete de Língua Brasileira de Sinais (Libras) Rita Sanglard são autistas e foram as responsáveis por ministrar o conteúdo “Comunicação e deficiência”, tema da décima oficina do programa. O encontro aconteceu na sede do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) na tarde da última sexta-feira (19/06).

A voluntária do PJ Manhuaçu, Jeane Rodrigues, que também é mãe atípica, falou para os estudantes sobre a importância das práticas inclusivas na comunicação com pessoas neurodivergentes e com deficiência. Ela explicou que clareza e objetividade na formulação das mensagens são imprescindíveis na interação com pessoas autistas.

Jeane Rodrigues estruturou sua palestra explorando os subtemas “Comunicação com pessoas autistas”, “Deficiência visual”, “Deficiência auditiva e surdez” e “Deficiência intelectual”. Ela também mencionou em sua fala uma série de expressões que devem ser evitadas no processo de comunicação por denotarem capacitismo. É o caso de “Dar uma de João sem braço” e “Inveja branca”, que associam deficiências ou etnias a aspectos negativos.

Como convidada da oficina, Rita Sanglard falou sobre Libras, língua reconhecida legalmente no Brasil desde 2002. De acordo com ela, aprender Libras é importante na sociedade brasileira por abrir portas para a inclusão e garantir o direito à comunicação para as pessoas surdas.

Rita destacou a necessidade de mais profissionais qualificados em Libras no Brasil. Sobre os desafios e soluções para a inclusão no país, ela ressaltou a relevância da adaptação de ambientes e materiais e a promoção de políticas públicas de incentivo à integração destas pessoas na sociedade.

Atividades práticas

Na segunda parte da oficina, os estudantes puderam praticar um pouco de Libras. Orientados pela professora, eles aprenderam os sinais do alfabeto da língua e, divididos em duplas, treinaram como expressar seus nomes no idioma.

Já no pátio do Senac, Rita Sanglard distribuiu papeis com alguns nomes e palavras grafadas em Libras para que os participantes do PJ Manhuaçu tentassem decifrar. Os estudantes encararam o desafio com disposição e se esforçaram para resolvê-lo.

O PJ Manhuaçu é desenvolvido por meio de parceria entre as Escolas do Legislativo da Câmara Municipal de Manhuaçu e da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Este ano, o tema central do programa é “Inclusão da Pessoa com Deficiência e com Neurodivergência”.

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